Coordenador da CATI faz visita de avaliação e acompanhamento de empreendimentos do Microbacias II na região de Catanduva

Entre os dias 12 e 13 de novembro, o coordenador da CATI, João Brunelli Júnior, esteve na região de Catanduva realizando visitas técnicas nos municípios de Itajobi, Tabapuã e Novo Horizonte, ligados à CATI Regional Catanduva. O objetivo foi avaliar e acompanhar a conclusão de empreendimentos do Projeto Microbacias II, de associações de produtores da região.

Acompanhado pelo diretor da Regional e de técnicos executores das Casas da Agricultura, o coordenador visitou projetos que envolvem as cadeias produtivas da piscicultura, olericultura, pecuária de leite, amendoim e fruticultura (limão tahiti). “Nesses dois dias, nos empreendimentos visitados observamos que os projetos se mantiveram fiéis às características de cada organização, incentivando a diversificação de atividades na região, onde a cultura dominante é a cana-de-açúcar. Verificamos também que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos produtores quanto ao atendimento das legislações pertinentes à cada área, obtenção de licenças ambientais, regularização de documentações fiscais, entre outras demandas, as organizações estão mais fortalecidas e os produtores mais conscientes de seu papel não apenas na produção, mas na gestão do seu negócio, com o profissionalismo que o mercado, cada mais competitivo, exige. Outro ponto importante, foi verificar que a amplitude das cadeias produtivas trabalhadas reforça a vocação da agricultura familiar da região para a produção de alimentos”, avaliou João Brunelli.

Segundo Cláudio Giustti, diretor da CATI Regional Catanduva, o projetos do Microbacias II na região estão em fase de conclusão das obras, as quais estão previstas para serem terminadas até o final deste ano. “A grande maioria das organizações acessou o teto máximo dos recursos, de 800 mil reais, o que resultou em uma aplicação de mais de R$ 5 milhões em favor do desenvolvimento da produção familiar, com agregação de valor e geração de renda e emprego”.

Município de Itajobi

Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Município de Itajobi – Piscicultura

A primeira visita aconteceu no município de Itajobi, que é conhecido pela sua grande produção de limão tahiti, mas que, por meio da Associação, que congrega produtores locais e da região, está apostando na piscicultura como mais alternativa de renda para a agricultura familiar. O empreendimento visitado foi um entreposto de pescado que está em fase de conclusão das obras e o caminhão de transporte de peixe vivo, que foram adquiridos com recursos do Microbacias II, em um investimento de mais de R$ 1,1 milhão, dos quais R$ 800 mil foram apoiados pelo Projeto.

       

“Esse empreendimento é uma inovação para o município, que sempre teve o limão como carro-chefe da produção. Enfrentamos muitas dificuldades com empresas de prestação de serviços, com não cumprimento de prazos, seja na construção ou na entrega de equipamentos; para obtenção das licenças necessárias, entre outras. Mas ficamos unidos, tivemos apoio total dos técnicos da CATI que desempenharam um papel fundamental na concretização desse sonho; o engenheiro agrônomo Marcos Traldi e o médico veterinário João Luiz, na Casa da Agricultura; Cláudio, na Regional de Catanduva; e João Brunelli, coordenador da CATI, que nos apoiou e incentivou desde o início. Agora estamos na fase de conclusão das obras e com grandes expectativas. Ao processarmos o peixe teremos uma renda a mais; não ficaremos na dependência de terceiros. Os produtores estão animados e empenhados na produção”, comenta João Vandir Aparecido Segundo, presidente da Associação, dizendo que o entreposto está gerando interesse em mais produtores do município em começar a trabalhar com piscicultura e fazer parte da associação, que hoje conta com um quadro de associados de 25 produtores, entre citricultores e piscicultores.

Para o médico veterinário João Luiz Cardoso de Oliveira, da Casa da Agricultura local, o projeto é de extrema importância para os pequenos produtores rurais de Itajobi. “O projeto do entreposto foi um desafio para todos: produtores e nós, técnicos da Casa da Agricultura. Por se tratar de algo novo, encontramos obstáculos desde o desenvolvimento e adequação da planta, que foi acompanhada diretamente por mim com apoio do médico veterinário responsável pelo Serviço de Inspeção do Estado de São Paulo (Sisp). Até a execução e finalização das obras, trabalhamos juntos com os produtores para que o projeto se tornasse realidade, eles realmente encontraram muitas dificuldades. Mas o trabalho exercido por eles rotineiramente no campo se expandiu e agora está se transformando em uma empresa com capacidade de aumentar a comercialização de peixe local para além das fronteiras estaduais”.

       

E para ter matéria-prima em quantidade e qualidade para cumprir as metas estabelecidas pelo grupo de piscicultores da associação (inicialmente o objetivo é, assim que o entreposto estiver em funcionamento, abater três toneladas diárias de peixe), o presidente da associação faz questão de ressaltar que o apoio da CATI tem sido fundamental. “Os técnicos da Casa da Agricultura têm nos apoiado desde antes do início do projeto do entreposto de pescado. Por meio de visitas técnicas e palestras aos associados, eles prestaram orientações e esclareceram dúvidas com relação a técnicas de cultivo, criação, manejo e construção de tanques escavados e tanques-rede, de acordo com a necessidade de cada associado”, salienta João Segundo.

As instalações do entreposto foram idealizadas para que a quantidade de peixe processado possa ser ampliada conforme a conquista de novos nichos de mercado para a comercialização. “O projeto foi idealizado com porte ajustável e as instalações equipadas com máquinas modernas e adaptadas que permitirão desde o abate, o filetamento, o congelamento e até o armazenamento para a distribuição. Isso agregará valor à nossa produção, na qual já tivemos uma redução de custos com a aquisição do caminhão de transporte de peixe vivo, que antes era feito por empresas contratadas. A nossa intenção é produzir um produto com qualidade e diferenciado; por isso faremos o acompanhamento dos peixes desde os alevinos até o produto acabado, com isso poderemos ter um controle total do que realmente estamos produzindo e comercializando”, explica o presidente da associação, que continuará contando com o apoio dos técnicos da CATI.

Município de Tabapuã

Associação de Turismo Rural do Noroeste Paulista – sede em Tabapuã – Pecuária de Leite

No município de Tabapuã, a obra acompanhada foi a da construção de um microlaticínio de derivados do leite e uma queijaria, que está sendo construído por um grupo de produtores que integram a Associação de Turismo Rural do Noroeste Paulista. O objetivo, segundo os produtores, é agregar valor à produção de leite, que hoje é vendido apenas in natura, para aproveitar o potencial turístico da área rural, que está sendo incentivado no município. “Em nosso município existe um trabalho para ampliar o turismo rural, haja vista que estamos em uma região que já conta com algumas estâncias turísticas, as quais têm grande fluxo de visitantes. Nosso quadro de associados conta com 24 produtores de leite que já produzem alguns derivados de forma artesanal. Por isso, quando acessamos o Projeto Microbacias II fizemos a opção pela construção do laticínio, para profissionalizar e regularizar a produção, para termos produtos de qualidade, com valor agregado, que possam ter no turismo rural mais um canal de comercialização”, explica João Carlos Alberto Corrêa Ornelas, vice-presidente da Associação de Turismo Rural do Noroeste Paulista.

       

Segundo o presidente da associação, José Antonio Carbonera, o valor do projeto ultrapassou os R$ 800 mil, dos quais mais de R$ 580 mil foram apoiados pelo Microbacias II. “Sem o Projeto, não conseguiríamos construir essa estrutura sozinhos. Nosso objetivo é produzir o leite ‘barriga mole’ (envasado em saquinhos), queijos, bebidas lácteas e outros derivados de forma segura para os produtores e os consumidores. Nossa expectativa é concluir as obras até o final do ano, para que possamos planejar a produção, que agregará valor à produção do leite in natura, cujo mercado é muito oscilante e a rentabilidade nem sempre é boa para quem produz”, ressaltou, agradecendo a visita do coordenador, que ele classificou como um incentivo a mais para a rápida conclusão das obras.

Para o médico veterinário Helder Esteves Thomé, da Casa da Agricultura local, o trabalho com os produtores teve diversos estágios, passando pela estruturação do projeto e adequação da planta de acordo com as legislações, obtenção das licenças e início da construção. “Acompanhamos os produtores em todas as etapas do projeto e podemos atestar que esse empreendimento será um instrumento de transformação de produtos e de vidas, pois, além de ampliar a renda dos produtores, gerará empregos diretos e indiretos. Como extensionista, é gratificante poder contribuir com esse processo, que vai além da porteira, e transforma produtores em gestores do seu próprio negócio”.

Município de Novo Horizonte

Em Novo Horizonte, município que tem a cana-de-açúcar como uma das principais culturas, os agricultores familiares têm buscado alternativas para se manter na atividade agrícola, com renda e emprego. E o Microbacias II está contribuindo com esse objetivo para associados de três organizações.

Associação dos Produtores Rurais da Microbacia do Córrego da Aparecida – Amendoim

 A cultura do amendoim tem grande importância econômica para os agricultores familiares da Associação da Microbacia do Córrego da Aparecida – que conta com 20 associados. Mas para se manterem competitivos no mercado era preciso reduzir custos, principalmente na secagem dos grãos. Com os recursos do Microbacias II, um grupo de associados investiu na construção de um packing house e na aquisição de equipamentos de secagem, limpeza, classificação e armazenamento de amendoim.  “Nosso maior desafio na produção de amendoim é reduzir os custos no pós-colheita, pois o gasto com a secagem e armazenagem de grãos representa mais de 30% do custo de produção. E isso fazia com que a rentabilidade da cultura ficasse nas mãos de terceiros. Quando soubemos do Projeto Microbacias II, vislumbramos a possibilidade de conquistar a nossa independência, construindo um galpão multiuso equipado; mas o caminho tem sido árduo até aqui”, explica Márcio Rogério Germiniani, presidente da Associação.

       

Segundo Luiz Antonio Pereira Marques, tesoureiro da Associação, a primeira dificuldade foi a aquisição de um terreno para construir. “Tínhamos a promessa da cessão de uso de um terreno da prefeitura, mas que não se concretizou. Então precisamos nos capitalizar e com grandes dificuldades conseguimos comprar a área. Depois, tivemos superar as dificuldades com empresas prestadoras de serviço e de equipamentos. Mas o que nos deu força foi a união do grupo, que perdeu alguns integrantes ao longo do caminho, mas pôde contar sempre com o apoio dos técnicos da CATI. E agora, ao ver o prédio construído e as máquinas chegando, temos a certeza de que o nosso sonho está se concretizando e já podemos até sonhar mais alto”.

Para a conquista de seus objetivos, a Associação realizou ações e investimentos, que possibilitarão o acesso a mercados de venda direta e a estruturação de uma logística de distribuição, com transporte adequado e especializado. “Realmente tem sido um longo caminho, mas com a construção do packing house e a aquisição de máquinas e equipamentos, os produtores poderão agregar valor à matéria-prima, ter uma melhor estrutura de logística e transporte, além de um planejamento de marketing para a comercialização. E, assim, poderão crescer e fortalecer ainda mais a cadeia produtiva do amendoim na região”, explica o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Torres, da Casa da Agricultura local, que acompanha os produtores desde antes da aprovação da Proposta de Negócio.

       

Durante a visita do coordenador e dos técnicos da CATI às instalações do galpão multiuso, no dia 14 de novembro, a produtora Fátima Maria Lourenceti Ballero fez um relato emocionado do que representa o empreendimento para o grupo. “Muitos não acreditaram que conseguiríamos. Como assim, um grupo de pequenos produtores construírem um empreendimento desse porte, ficando livres da relação de dependência de outras empresas, para as quais entregávamos nosso produto pelo preço determinado por elas, que secavam e estocavam, e ao qual não tínhamos mais acesso, nem éramos mais seus donos para comercializar? Mas hoje, ao olhar esse local e esse maquinário que só víamos em planfletos ou em nossos pensamentos mais remotos, vejo que é real. E depois desta conquista, sinto que podemos ir muito mais além. Podemos nos tornar empreendedores e, realmente, ser donos do nosso negócio e ampliar as nossas fronteiras para até, quem sabe, exportar o nosso produto. Estrutura para isso, agora nós já temos. É um sonho realizado!”.

Para um futuro próximo, diretores e associados estabeleceram como prioridades melhorar e estruturar a Associação, fortalecendo a atividade, por meio da profissionalização da comercialização e da venda direta, cujo resultado será a redução de custos no processamento/comercialização; agregação de valor à matéria-prima (beneficiamento/ processamento/transformação/industrialização); logística de comercialização; criação de uma marca e certificação.

Associação dos Produtores da Agricultura Familiar de Novo Horizonte – Olericultura

O amplo galpão, construído com recursos do Microbacias II, abriga a sede da Associação dos Produtores da Agricultura Familiar de Novo Horizonte e o sonho dos associados, que se materializou no packing house equipado com máquinas modernas de beneficiamento, semiprocessamento e embalagens de hortaliças, que está permitindo aos produtores conquistarem novos mercados, agregarem valor à produção, com geração de renda e emprego. “É até difícil de explicar o que sentimos quando olhamos para esse prédio construído e equipado, onde podemos agregar valor à nossa produção de hortaliças e conquistar novos mercados. Antes vendíamos o produto in natura por centavos; hoje, com o processamento, agregamos valor, estamos deixando de depender de intermediários, conseguimos novos mercados para a comercializamos, incluindo os programas de compras públicas. Só temos a agradecer, pois sozinhos e com recursos próprios jamais conseguiríamos. O Projeto Microbacias II é uma das melhores coisas que já foram feitas para nós, pequenos agricultores”, celebra Adauto Roberto Barros, enfatizando que uma das maiores conquistas da Associação estão sendo as entregas de hortaliças minimamente processadas e polpa de sucos para a merenda escolar do município.

       

A emoção também toma conta do seu Guilherme Aparecido Green, ex-presidente da Associação, que participou de todo processo para acessar o Microbacias II. “Passamos por muitas dificuldades para chegar até aqui. Muitos não acreditavam que conseguiríamos, que o Projeto era muito grande para pequenos produtores. Mas hoje é um grande orgulho ver onde já chegamos e ainda onde podemos chegar. E essa conquista só foi possível por conta do apoio dos técnicos da CATI e da Secretaria de Agricultura, que nos ajudaram, em primeiro lugar, a organizar a Associação, depois a acessar o Microbacias II, nos incentivou quando pensávamos que não conseguiríamos, além de nos dar todo respaldo técnico na área de produção. Receber a visita do João Brunelli, o coordenador da CATI, é motivo de muito orgulho, pois ele sempre nos incentivou, ajudando em todos os momentos que precisamos. Outro motivo de grande orgulho é poder ver que o nosso trabalho e união têm ajudado muitos produtores que pensaram em desistir do sítio, principalmente os mais jovens, que nos falam que, por conta da Associação e do packing house, viram que existe possibilidade de ter renda para continuar na área rural, com renda e qualidade de vida”, fala seu Guilherme, com lágrimas nos olhos, mas um sorriso nos lábios, principalmente ao lembrar dos netos, que, ao visitá-lo, fazem questão de falar como é bom comer na escola os produtos fresquinhos que ele e os associados plantam.

       

Para o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Torres, da Casa da Agricultura que organizou, junto com a prefeitura municipal, as reuniões que culminaram com a formação da Associação em 2012 e, mais recentemente, na criação da Cooperativa de Produtores Rurais e Pescadores de Novo Horizonte e Região, para fazer a parte da comercialização da produção dos associados, o projeto do packing house tem um alcance muito amplo. “Nesse empreendimento foram investidos mais de R$ 1,1 milhão, dos quais mais de R$ 780 mil foram apoiados pelo Microbacias II. Além da construção do barracão e da compra dos equipamentos, outros grandes ganhos dos produtores envolvidos e de outros indiretamente foram a profissionalização e o aprendizado de gestão que foram aplicados tanto na produção quanto no gerenciamento do negócio, o que gerou uma grande autonomia. Eles estão mais fortalecidos como produtores, mas também se tornaram  empreendedores com autonomia para gerir o seu negócio”, avalia Torres, informando que a Associação fez com os recursos do Microbacias II, a estruturação da logística de distribuição, com transporte adequado e especializado; desenvolveu um planejamento de marketing envolvendo: embalagens e produtos; registro de marca; desenvolvimento de site; mecanismos de divulgação e promoção; gestão comercial e contratação de equipes de vendas. “Com isso, a associação pôde disponibilizar verduras e legumes, embalados, in natura e minimamente processados, adequados às realidades e exigências do consumidor”.

Associação do Banco da Terra II de Novo Horizonte – Fruticultura (limão)

Água é vida, já diz o dito popular. E na agricultura é também sinônimo de produtividade e colheita farta. Pensando nisso, um grupo de produtores de limão tahiti, da Associação Banco da Terra II, acessou o Projeto Microbacias II e teve como proposta aprovada, a instalação de um sistema de captação de água e irrigação que, inicialmente, atenderá 22 famílias e em um futuro próximo todas as 55 famílias, que poderão plantar e colher limão o ano todo e, assim, abrir novos caminhos de comercialização. “O cultivo do limão é a principal fonte de renda das famílias, que também têm um pouco de mandioca e abóbora, produtos tradicionais aqui na nossa área. Mas para plantar com tecnologia para obter uma melhor produtividade e renda, a irrigação é primordial. Aqui, na nossa área, tínhamos apenas pequenos poços individuais, que não podiam atender à necessidade de água em quantidade para a irrigação, que é uma das principais tecnologias para se ter uma produção abundante o ano todo, o que significa ter produtos em épocas diferentes da maioria dos produtores e, com isso, poder aumentar a renda”, explica Amarildo Antonio Moura, presidente da Associação do Banco da Terra II de Novo Horizonte.

       

A solução, segundo o presidente, chegou quando conheceram o Microbacias II. “Os técnicos da CATI e da prefeitura nos falaram do Projeto e disseram que poderíamos participar. Falamos dessa nossa necessidade e eles nos ajudaram a decidir por um projeto amplo de irrigação. Eles nos ajudaram em todo o processo, no qual tivemos muitas dificuldades; com as licenças necessárias e nos acompanhando nos procedimentos de aquisição dos equipamentos de irrigação por gotejamento. O projeto está em fase de conclusão das obras, mas, onde a água já chegou, estamos colhendo os frutos: nas árvores já tem frutas de todos os tamanhos, com flores, e a colheita tem sido feita constantemente. Somos muito gratos à CATI e ao Microbacias II, pois sozinhos não conseguiríamos ter uma conquista tão grande, de mais de R$ 400 mil, que transformará a vida de muitas famílias”.

Segundo o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Torres, da Casa da Agricultura local, a opção pelo sistema de irrigação se deu em reuniões promovidas pela Casa da Agricultura e a prefeitura municipal com os produtores, entre os anos de 2013 e 2014, onde foi identificada a necessidade de criar uma associação para ampliar a comercialização direta e incrementar a produção da área de limão tahiti da comunidade “Para tanto, identificamos que seriam necessários investimentos em melhoria dos aspectos produtivos e comerciais da cadeia produtiva, por meio da implantação de sistema de irrigação da produção anual e da qualidade dos frutos produzidos, resultando em maior valorização do produto final, melhor aspecto, melhor classificação e padronização, gerando maior renda aos produtores”.

O agrônomo explica que a opção foi por um sistema de irrigação por gotejamento, que terá cerca de 3.800 metros e está sendo instalado, a partir da reforma de um barramento (açude) já existente na área, propiciando a captação, distribuição e utilização racional de água entre os produtores de limão tahiti pertencentes à Associação. “Por meio do sistema de rodas d’água, a água será bombeada nas cabeceiras dos lotes em dois reservatórios e, em seguida, por declividade, para as plantas em cada propriedade, sendo a implantação favorecida pela riqueza em água do rio e geografia existentes. Com o sistema de irrigação, estima-se que a produção do limão tahiti tenha uma maior produção no período da entressafra e que seja garantido um maior controle dos aspectos físicos da fruta, como aparência, acidez e tamanho, permitindo assim a obtenção de um maior valor agregado na venda final e, principalmente, garantindo a sustentabilidade dos recursos hídricos, desativando o sistema de irrigação utilizado hoje por 22 pequenos produtores, oriundo de poços semiartesianos, deixando esses apenas para o consumo humano”, esclarece Antonio Torres, informando que a Associação foi criada, por meio de financiamento do Banco da Terra, possuindo 55 lotes, medindo 3,71ha cada, com área plantada de limão tahiti de 137,50 ha, onde as famílias assentadas trabalham em regime de economia familiar.

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