Com mais de R$ 200 milhões investidos, CATI finaliza Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado e mostra os impactos econômicos, sociais e culturais obtidos no Estado de São Paulo

Felicidade, geração de renda e esperança de um futuro melhor, mas também pode ser chamado de Microbacias II – Acesso ao Mercado, um projeto que fortaleceu a atividade agrícola do Estado de São Paulo e foi responsável por tornar tangível o sonho de milhares de agricultores paulistas, bem como de comunidades indígenas e quilombolas. No dia 19 de setembro deste ano, em Águas de Lindoia, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, promoveu o V Fórum Consultivo do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - Microbacias II Acesso ao Mercado, onde foram divulgados os resultados que fortaleceram a agricultura paulista, além de depoimentos carregados de emoção e alegria de produtores rurais que relataram a mudança na qualidade de vida e no aumento de renda. O evento contou, ainda, com exposição e venda de produtos de organizações rurais beneficiadas pelo Projeto.

Com um total de R$ 201.880.995,29 investidos em diferentes cadeias produtivas, 364 projetos em todo o Estado de São Paulo, em 267 organizações, entre elas comunidades indígenas e quilombolas, o Projeto consolidou-se como uma das mais importantes iniciativas voltadas ao fortalecimento e crescimento da agricultura no Brasil, sobretudo no Estado de São Paulo. “Em oito anos, conseguimos transformar o acesso ao mercado em uma realidade para muitas organizações rurais, mas para isso houve muito trabalho: de organização, de gestão, de capacitação, de assistência técnica e extensão rural, ou seja, de estar no dia a dia com os agricultores”, disse João Brunelli Júnior, coordenador da CATI. “Estamos sendo vistos como uma unidade do governo do Estado de São Paulo extremamente importante e fundamental para que esse processo ocorra”, frisou. De acordo com os resultados apresentados por Brunelli, o impacto estimado no valor total comercializado nas organizações que participaram do Projeto foi de 87%, ao passo que a meta inicial era de apenas 8%.

       

Francisco Jardim, secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, afirmou que o Microbacias II - Acesso ao Mercado permitiu a criação de diversos casos de sucesso. “A SAA criou vários cases de produção, estimulou o produtor a produzir mais e melhorou a renda dos agricultores; afinal, este era o foco: diminuir o custo de produção e aumentar a renda do homem do campo. É importantíssimo que o Estado participe, ativamente, para que grandes resultados sejam gerados, assim como ocorreu com o Projeto Microbacias II. Elogios vindos do Banco Mundial e até da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstram a eficácia desse Projeto”, disse Jardim.

Com a semente plantada, chegou o momento de colher os frutos

Embora as opiniões dos representantes do Estado evidenciem a mudança de vida daqueles que participaram do Projeto, os depoimentos dos beneficiados não deixam dúvidas em relação ao sucesso do Microbacias II – Acesso ao Mercado. “Em 2013, começamos a realizar os investimentos para uma agroindústria de processamento mínimo de vegetais. Até então, não havia sede, logística, nenhum veículo, nenhuma máquina e nenhum computador. Com os incentivos do Microbacias II – Acesso ao Mercado, passamos a ser uma empresa completa. Nosso faturamento saltou de R$ 800 mil para R$ 3,2 milhões”, contou Valéria Gerbi, gerente da Cooperativa dos Produtores Rurais do Circuito das Águas (Coopciag), ressaltando que o Projeto contribuiu para o estancamento do êxodo rural. “Toda a família trabalha na produção. O Microbacias II trouxe um estímulo para que os produtores ficassem na propriedade”, disse.

       

Alcindo Alves, vice-presidente da Cooperativa dos Apicultores de Sorocaba e Região (Coapis), relatou que os cooperados tinham um sonho. “Imaginávamos que demoraria muito para que nosso entreposto se modernizasse. Antes do Microbacias II, nossa capacidade era de 750 quilos de processamento de mel por dia e nós não chegávamos a atingir esse número porque a demanda era baixa. Atualmente, processamos 1.200 quilos por dia. Além disso, conseguimos consolidar a Cooperativa e modernizá-la, pois foram R$ 598 mil em investimentos em equipamentos para trabalharmos com profissionalismo”, disse.

De acordo com Vivaldo Viganó, gerente técnico do Projeto, o Microbacias II – Acesso ao Mercado permitiu que agricultores familiares ganhassem competitividade em suas respectivas cadeias produtivas. “Isso foi um grande avanço. O Estado ajudar esses produtores a investir em processamentos, em logística, em infraestrutura para que eles conseguissem acessar a fatia do mercado foi um enorme ganho”, afirmou.

       

Projetos comunitários - resgate do valor de quilombolas e indígenas

Mais de 2,5 mil quilombolas e indígenas foram beneficiados diretamente com os recursos obtidos com a ajuda do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, sendo que quase 80 projetos comunitários ajudaram 35 comunidades tradicionais em todo o Estado de São Paulo. Uma das beneficiadas foi a Associação dos Remanescentes de Quilombo Bairro Abobral Margem Esquerda, em Eldorado. Noel Castelo da Costa, presidente da comunidade, afirmou que o Projeto trouxe um grande incentivo. “O Microbacias II veio ao encontro das necessidades dos quilombolas. Conseguimos construir nosso centro comunitário, adquirimos implementos agrícolas e veículos e, com isso, houve a melhora na qualidade de vida das pessoas na comunidade e da organização como um todo”, disse. Noel contou, ainda, que há um “intercâmbio de ajuda” entre os quilombolas. “Equipamentos que utilizo na minha associação servem também para ajudar outra. O trator que pertence à minha associação está trabalhando há duas semanas em outra comunidade quilombola, produzindo mudas de mandioca”, relatou.

       

Maria Isidoro Alves, da Associação Quilombola Sítio Bruno Bairro Peropava, em Registro, afirmou que, antes do Microbacias II, a comunidade trabalhava direto com a foice para roçar. “Agora tudo mudou. Tem roçadeira, tem trator, tem carro e, com isso, passamos a produzir mais coisas, porque antigamente não havia como vender. Hoje, tem a bananinha, o pão, o cuscuz e os sequilhos”, contou.

As Salvaguardas Indígenas e Quilombolas do Banco Mundial foram estabelecidas em função dos potenciais impactos gerados pelos investimentos realizados e buscaram, também, fortalecer a capacidade das comunidades e suas organizações em elaborar, executar e avaliar projetos de desenvolvimento.

Márcia Moraes, responsável pela execução das Salvaguardas Sociais do Microbacias II – Acesso ao Mercado, disse que os projetos apoiaram a compra de equipamentos, implementos e, também, no auxílio à organização rural, com a construção de barracões nas sedes das associações e no apoio ao turismo de base comunitária. “O projeto chega na comunidade e ganha vida própria porque as necessidades surgem e vão sendo atendidas”, explicou Marcia.

       

Investimentos dentro e fora do campo

Estradas rurais foram readequadas em cerca de 130 municípios paulistas, 143 Casas da Agricultura (CAs) foram reformadas, 56 mil agricultores receberam capacitação e 485 veículos foram adquiridos para renovação da frota da CATI. Segundo Ypujucan Caramuru, diretor do Departamento de Comunicação e Treinamento (DCT) da CATI, muitas CAs foram construídas da década de 1970. “Havia a necessidade da reforma, o que permitiu a compra de novos móveis, além de modernas instalações elétricas”, afirmou. Além disso, Ypujucan disse que foi possível investir na capacitação de técnicos com o curso de Gestão de Agronegócios. “Com o curso, nossos técnicos estão capacitados para auxiliar os produtores rurais nos empreendimentos que foram viabilizados pelo Projeto, apoiando as organizações rurais”, disse. “É um trabalho que envolveu muita gente e a CATI está preparada para enfrentar os desafios que estão por vir”, concluiu.

Homenagem

Ao longo de cinco anos de execução do Projeto, centenas de pessoas trabalharam para que o Microbacias II - Acesso ao Mercado impactasse positivamente a vida de centenas de homens e mulheres do campo. Como forma de destacar o empenho dos servidores, a CATI homenageou a assessora técnica Ilza Lorena. A servidora foi parabenizada com uma placa de reconhecimento ao trabalho prestado, além de um buquê de flores. “A Ilza representa todo o comprometimento do Projeto. Ela, que tinha como tarefa diária o repasse do dinheiro às organizações rurais, deve ser reconhecida pelo profissionalismo e pela responsabilidade com que ela trabalha. A CATI é uma grande equipe e acredito que a Ilza representa perfeitamente essa equipe”, classificou o coordenador da CATI. A homenageada, que recebeu muitos abraços dos colegas de trabalho, disse que divide o reconhecimento com toda a equipe. “Cada um fez o seu trabalho e, felizmente, fui a ‘premiada’. Esse reconhecimento é resultado de muito aprendizado e de muito trabalho. Sou funcionária pública há 36 anos e tenho muito orgulho em dizer que sou servidora da CATI”, se emocionou ao falar.

       

Confira os vídeos exibidos no V Fórum de Microbacias

Retrospectiva V Fórum

Geral Microbacias V Fórum

Cooper Central V Fórum

Coapis Sorocaba V Fórum

Dois Córregos Café V Fórum

Infraestrutura V Fórum

Estrada Rural Capela do Alto V Fórum

Vídeo Márcia sorrisos V Fórum

Comunidade Indígena Idmai V Fórum

Quilombo Sítio Bruno V Fórum

Retrospectiva com tambores V Fórum

Mais informações: (19) 3743-3870 ou 3743-3859

jornalismo@cati.sp.gov.br