Cerca de 70 técnicos da CATI participam de curso de formação promovido pela Anater

Parte do corpo técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) se reúne na sede do órgão, em Campinas, a fim de participar da formação inicial de Agente de Assistência Técnica e Extensão Rural, que é promovida pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). O curso, que vai de 1º a 5 de outubro, deve capacitar cerca de 70 extensionistas da CATI.

A adesão entre União, estados e Distrito Federal ao pacto nacional de fortalecimento da assistência técnica e extensão rural possibilitou às entidades integrantes da Administração Pública celebrar parceria com a Anater, buscando a excelência em serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater) e a ampliação e qualificação no atendimento ao seu público beneficiário. “Isso traz uma nova perspectiva de assistência ao agricultor familiar e ao pequeno produtor rural”, afirmou Augusto Santiago, instrutor da Anater. Segundo ele, questões de gênero, sustentabilidade e envolvimento dos jovens são desafios da Nova Ater com foco na extensão rural.

“O público beneficiário do Projeto Piloto de parceria entre a CATI e a Anater é formado por mil agricultores familiares, que serão acompanhados pelos extensionistas das Casas da Agricultura, por meio de técnicas de Ater coletiva, que se caracterizam pela Ater voltada a grupos locais, onde há busca do melhoramento de seus sistemas de produção a partir da ferramenta de diagnóstico oficial da CATI: o Protocolo de Boas Práticas Agropecuárias” explicou Alexandre Mendes, um dos coordenadores do curso.

     


De acordo com Mendes, o projeto é chamado piloto pois a iniciativa pretende começar um acompanhamento sistemático com uma quantidade inicial de grupos de produtores rurais, e ampliar gradativamente este atendimento. “Os extensionistas da CATI estão sendo capacitados para que este acompanhamento seja bastante qualificado”, disse Mendes, explicando que um dos critérios prioritários de seleção dos produtores beneficiários foi ter participado do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado. “Embora exista essa prioridade, algumas Regionais CATI também devem trabalhar com organizações rurais que não foram contempladas pelo Projeto Microbacias II”, afirmou. Os técnicos que participam do curso são das seguintes Regionais CATI: Barretos, Catanduva, Franca, Guaratinguetá, Ourinhos, Pindamonhangaba, Piracicaba, Registro e São João da Boa Vista.

Capacitação que irá gerar benefícios no campo

Para a instrutora Aládia Fregolente, o grande desafio dos extensionistas é empoderar as comunidades. “É importante mostrar que a assistência técnica necessita ter um olhar mais humanizado, ou seja, não basta ser meramente um ‘repassador’ de informações, é preciso entender a realidade das pessoas que compõem a comunidade que será atendida”, frisou.

Quem participa do curso afirma que a capacitação é essencial. “Rever os conceitos de extensão rural para balizar o tipo de serviço que a CATI pode levar ao o produtor é muito importante. As técnicas e ferramentas de extensão rural repassadas ao longo do curso permitem que os técnicos da CATI façam um planejamento de trabalho, que será desenvolvido com as comunidades rurais”, opinou Valdo Nunes, engenheiro agrônomo da CATI Regional São João da Boa Vista.

     

 

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