CDRS Regional Ribeirão Preto monta meliponário e divulga a importância das abelhas nativas

 Em Ribeirão Preto, uma área pertencente à Secretaria de Agricultura e Abastecimento e onde está instalada a CDRS Regional Ribeirão Preto, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), tornou-se também o habitat de várias espécies de abelhas nativas. Elas fazem parte do Projeto de Meliponicultura desenvolvido pela CDRS para divulgar a cadeia produtiva na região. Cursos, oficinas e visitas têm sido programados desde o ano passado, quando foi instalado o meliponário.

 

A realização das atividades de capacitação é resultado de parceria entre a CDRS, produtores, Associação dos Meliponicultores do Estado de São Paulo (Amesampa), Organização Não Governamental Bee or Not to Be, Sindicato Rural de Ribeirão Preto, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e, principalmente, do apoio irrestrito do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) campus Ribeirão Preto. Públicos diversos, mas que interagem devido à preocupação comum com a sustentabilidade. Assim, uma área utilizada anteriormente com várias espécies de plantas frutíferas e ornamentais passou a ser otimizada pelo Projeto. Os enxames de abelhas nativas distribuídas em 20 diferentes caixas racionais encontram alimento, dentre diversas espécies de plantas, nas PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) também cultivadas na Regional, em canteiros que servem para oficinas.

Quem cuida de forma mais ativa do meliponário é o médico veterinário Ricardo Bruxellas Ribeiro, assistente de planejamento da Regional. Atualmente, o meliponário conta com as espécies: Jataí, Marmelada, Mandaçaia, Mirim-droriana, Mandaguari e Canudo. Segundo o engenheiro agrônomo Giovanni Ramos Oliveira, técnico responsável pela Casa da Agricultura de Ribeirão Preto, a meliponicultura vem apresentando crescimento tanto em área rural, sendo a polinização fundamental para garantir a alta produtividade e a qualidade de diversos produtos agrícolas, quanto na urbana. “Nosso intuito é utilizar essa área para capacitação e multiplicação, além de promover a conscientização da preservação das espécies na natureza, o repovoamento e a polinização. Temos, ainda, o objetivo de expandir o Projeto para outras Regionais, que terão a oportunidade de montar seus meliponários para realização de oficinas voltadas tanto para técnicos como para produtores”, comenta o diretor da CDRS Regional Ribeirão Preto, engenheiro agrônomo Carlos Henrique de Paula e Silva. O diretor tem incentivado os grupos de produtores a conhecerem as opções de organização formais (associações e cooperativas), para que a atividade possa crescer de forma legalizada, favorecendo a comercialização do mel das abelhas nativas e demais produtos oriundos destas, as quais têm um manejo mais fácil pelo fato de serem espécies “sem ferrão”.

 

No Brasil existem cerca de 300 espécies de abelhas sem ferrão, todas com importância significativa na polinização. Algumas espécies produzem mais mel, outras pólen e própolis, porém todos os méis têm propriedades medicinais comprovadas, dentre eles o mais conhecido é o mel da abelha Jataí. Tudo isso e muito mais, como preparar iscas, como dividir enxames, particularidades das espécies, entre outros temas é explicado nas oficinas oferecidas pela CDRS Regional Ribeirão Preto.

Teve interesse em saber mais? Procure as unidades da CDRS Regional Ribeirão Preto e da Casa da Agricultura pelo telefone (16) 3610-8228 ou pelos e-mails edr-ribeirao@cati.sp.gov.br e ca.ribeiraopreto@cati.sp.gov.br.

 

Mais informações: (19) 3743-3870 ou 3743-3859

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