CATI Regional São Paulo incentiva produção sustentável em capacitações

Preocupada em atender à demanda por tecnologia para desenvolvimento de uma agricultura sustentável, a CATI Regional São Paulo tem promovido capacitações, como a realizada no final de 2018, voltada ao preparo e uso de “Caldas Agroecológicas, Biofertilizantes, Compostagem e PMB”, com vistas à produção sustentável e agroecológica. Cerca de 30 agricultores e técnicos participaram da capacitação que ocorreu nas dependências do Parque da Água Branca, onde fica localizada a CATI Regional São Paulo. A sigla PMB, referente à “palha, mudas e biofertilizante”, ainda pouco conhecida, compreende uma técnica desenvolvida e aperfeiçoada pelo engenheiro agrônomo Sérgio Pimenta. Foi instrutor da capacitação o engenheiro agrônomo da CATI, Hiromitsu Gervásio Ishikawa, atualmente lotado no Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM/CATI) e especialista na produção agroecológica.

A capacitação foi realizada em parceria com a Prefeitura de São Paulo e com o próprio Parque da Água Branca, que é ligado à Secretaria do Meio Ambiente. O público foi composto por agricultores de São Paulo e outros municípios como Mogi das Cruzes, Sorocaba, Franco da Rocha, Itu e Embu das Artes, os quais buscavam aperfeiçoar e adquirir as técnicas agroecológicas de produção de alimentos, uma vez que já as empregam em suas unidades produtivas.

“As caldas são produtos de preparação caseira, confeccionados com matérias-primas naturais, e possuem o objetivo de controlar insetos (pragas) e agentes causadores de doenças e/ou nutrir adequadamente as plantas”, explicou Gervásio. “Já os biofertilizantes podem ser produzidos com qualquer tipo de matéria orgânica fresca (fonte de organismos fermentadores). Na maioria das vezes são utilizados estercos, mas também é possível usar somente restos vegetais. O esterco bovino é o que apresenta mais fácil fermentação, pois contém bactérias decompositoras muito eficientes. Ainda assim, por uma questão de segurança, não deve ser utilizado o esterco de animais tratados com algum produto como antibióticos, vermífugos, carrapaticidas, entre outros medicamentos”, alertou o técnico. Por fim, a compostagem é o conjunto de técnicas aplicadas para estimular a decomposição de materiais orgânicos por organismos heterótrofos aeróbios, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em substâncias húmicas e nutrientes minerais. Dessa forma, verifica-se que as caldas, biofertilizantes e o processo de compostagem são procedimentos feitos pelo próprio agricultor, utilizando na sua grande maioria matérias-primas adquiridas localmente, portanto, a baixo custo e apresentando alta eficiência. Ainda, como outros benefícios destas técnicas, têm-se a valorização agroecológica da produção agrícola familiar, segurança alimentar e conservação dos recursos naturais.

Os agricultores da região, em sua grande maioria, se preocupam com uma produção segura, ou seja, sem uso de defensivos agrícolas (agrotóxicos), agroecológica, sustentável, procurando minimizar os impactos ambientais e conservar os recursos naturais. “São famílias de agricultores familiares que conduzem a produção, planejam, semeiam, cultivam, colhem, comercializam e voltam a plantar. Além de tudo isso, têm que arranjar tempo para cuidar da família, da saúde de todos, da educação e escola dos filhos e do lazer. São famílias cuja jornada de trabalho é estendida; antes mesmo de o Sol nascer já estão no campo e param, muitas vezes, depois que o Sol se põe, por tudo isso são merecedores de atenção, reconhecimento e apoio, no que tange a extensão rural e tudo a ela relacionado. Recentemente, projetos regionais foram elaborados e aprovados no intuito de direcionar parte das ações, como o de olericultura com produção de base agroecológica. Tal cadeia foi identificada pelos técnicos nos diagnósticos realizados junto aos agricultores e organizações comunitárias e que requeriam atenção e suporte”, explicou Flávio Rizi, diretor da CATI Regional São Paulo.

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