CATI Regional Araçatuba promove I Fórum de Rastreabilidade de Vegetais Frescos

A CATI Regional Araçatuba promoveu em conjunto com a Prefeitura local e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no final do ano de 2018, o I Fórum de Rastreabilidade de Vegetais Frescos. Os participantes, produtores rurais, técnicos ligados ao setor agrícola, conselheiros municipais e técnicos de empresas privadas lotaram o auditório do Recinto de Exposições “Clibas de Almeida Prado”, somando 168 pessoas.

 Para as palestras foram convidados o pesquisador da Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Zuim, que é auditor fiscal federal agropecuário, o qual abordou o tema “Rastreabilidade”; o engenheiro agrônomo Marco Antonio Basseto, do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Araçatuba, que falou sobre o Sistema Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave), instituído pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Também foi convidado para falar sobre “Oportunidades de Mercado e Rotulagem”, o técnico do Sebrae Araçatuba, engenheiro agrônomo Aldo Rezende Fernandes.

       

A Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promulgaram, em 7 de fevereiro de 2018, a Instrução Normativa Conjunta Anvisa/DAS n.º 2, a qual define os procedimentos para a aplicação da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos destinados à alimentação humana, para fins de monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos, em todo o território nacional. Essa norma afeta todos os elos da chamada “Cadeia Produtiva das Frutas e das Hortaliças”, ou seja, todos aqueles envolvidos com a etapa de produção, transporte, beneficiamento, manipulação e comercialização das frutas e hortaliças, portanto, desde os produtores rurais até os estabelecimentos que fazem a venda desses produtos para os consumidores.

“Essa norma estabelece prazos para implementação da rastreabilidade nas diferentes cadeias produtivas, os quais tiveram início em agosto de 2018 e se estenderão até fevereiro de 2020; portanto as regras já estão valendo para algumas culturas de nossa região”, explicou o técnico da Defesa Agropecuária. “Outro assunto, motivo de muitas dúvidas para aqueles envolvidos com a produção agropecuária da nossa região, foi a norma constante da Portaria 16 da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), de 22-3-2018, que tornou obrigatório o uso do sistema Gedave para registro da comercialização, monitoramento da utilização e devolução de embalagens vazias de agrotóxicos e afins de uso agrícola. Esse procedimento está intimamente relacionado com a rastreabilidade das frutas e hortaliças em nível de propriedade rural”, afirmou Basseto.

“O objetivo desse Fórum foi divulgar, discutir e, principalmente, tirar dúvidas em relação ao Gedave, por este motivo unimos forças entre os órgãos da SAA, em especial CATI e CDA, para promover um evento procurando reunir todos aqueles envolvidos com as cadeias produtivas de frutas e hortaliças”, explicou o diretor da CATI Regional Araçatuba, Cláudio Baptistella.

“Logicamente, para sucesso do evento, contamos com ativa participação dos produtores, rurais e das suas organizações (associações e cooperativas), dos sindicatos, dos revendedores de insumos, dos técnicos, dos escritórios de contabilidade e de planejamento agropecuário, dos atacadistas e transportadores de frutas e hortaliças, dos supermercados e de outros estabelecimentos que fazem a venda desses produtos”, agradeceram os organizadores.

Mais informações: (19) 3743-3870 ou 3743-3859

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