Casa da Agricultura dá assistência a produtores de Cunha e o resultado aparece na qualidade e no aumento da produção de olerícolas

A produtora rural Maria José de Oliveira Toledo está muito feliz e o motivo é a ótima produção de olerícolas que conseguiu após a assistência técnica que foi prestada pelo engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Cunha, César Frizzo. O município é da área de atuação da CATI Regional Guaratinguetá, que fica no Vale do Paraíba, entre dois grandes centros urbanos: Rio de Janeiro e São Paulo. Cunha vive da apicultura, do cultivo de olerícolas, da produção de leite e também do turismo, pois, além das belezas naturais, ali começa a primeira estrada parque do Brasil ligando o município à histórica Paraty, já no Estado do Rio de Janeiro. 

A história da Maria José é também a de outras oito famílias de agricultores de Cunha, que passaram a produzir mais e melhor, aplicando as Boas Práticas Agrícolas preconizadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). Quem faz chegar as instruções até os agricultores é a CATI, que se empenha em transformá-los em empresários rurais, que produzem com qualidade e agregação de valor, gerando maior renda aos seus negócios. Esse é o lema da SAA sob o comando do secretário Gustavo Junqueira e também da coordenadora da CATI, Juliana Cardoso. Ambos assumiram no início deste ano; o engenheiro agrônomo César Frizzo também assumiu há pouco, vindo do último concurso feito pela SAA.

“Assumi na Casa da Agricultura de Cunha há seis meses e de lá para cá tenho trabalhado com os associados da Associação de Agricultores Familiares de Cunha (BioCunha), dando continuidade a um trabalho que já vinha sendo desenvolvido também pela responsável pela Casa da Agricultura, engenheira agrônoma Priscilla Menezes de Souza, com o apoio da Regional e do assistente de planejamento Vinícius Sampaio. O que aconteceu com Maria José também ocorreu com os demais, mas o caso dela é mais significativo porque ela tinha uma horta bem rudimentar, sombreada e trabalhava apenas com folhosas em 500m2 de área; seis meses depois, ela melhorou o sistema de produtivo, inseriu hortaliças de frutos, como pepino, e de raízes, como a mandioquinha-salsa, ou seja, aumentou a diversidade e a produção”, explica César Frizzo. Maria José também foi orientada quanto à expansão da área, utilizando uma antiga área de pastagem degradada para ampliar o cultivo para dois mil m2.

Nesse período de seis meses de um atendimento continuado, a BioCunha cresceu e passou a oferecer produtos em três frentes: feira livre com produtos dos associados; inserção como “Comunidade que Suporta Agricultura (CSA)”, ou seja, propõe uma assinatura mensal para recebimento de cestas de produtos orgânicos; e o “disque-roça”, que atende os pedidos de última hora. Em outubro de 2018, eles foram cadastrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como Organismo de Controle Social (OCS) de garantia de qualidade orgânica. Com o aumento da produção, a BioCunha passou a atender não só à demanda do município, mas também comercializa em Guaratinguetá e em Paraty-RJ os seus produtos.

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